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NEC
19 fev 2026

Gestão de Data Center inteligente: como a automação e a análise de dados redefinem a eficiência operacional

A infraestrutura digital deixou de ser apenas um suporte para as operações de negócios, ela é, hoje, o próprio negócio. No entanto, para CIOs e líderes de tecnologia na América Latina, o desafio não está apenas em manter os servidores ligados, mas em gerenciar uma complexidade crescente com orçamentos operacionais cada vez mais pressionados.

O modelo tradicional de gestão, baseado em monitoramento manual e reações a incidentes, não atende mais às necessidades de transformação digital, diante da velocidade exigida pela economia digital. A resposta para essa equação, que exige fazer mais com menos risco e menor custo, está na convergência de duas forças tecnológicas: a automação em data centers e a análise de dados em infraestrutura.

Neste artigo, exploraremos como a integração dessas tecnologias transforma centros de dados estáticos em ecossistemas dinâmicos, sustentáveis e altamente eficientes. Mas para entender para onde vamos, precisamos primeiro analisar por que o modelo atual já não funciona.

 

Gestão tradicional: o que se tornou obsoleto

Antes de falarmos sobre a solução, é preciso diagnosticar a raiz do problema no cenário atual. Muitos data centers corporativos ainda operam com silos de informação. As equipes de rede, armazenamento, computação e facilities muitas vezes usam ferramentas diferentes que não conversam entre si.

Isso gera a chamada "falta de visibilidade operacional". Sem uma visão unificada, a equipe de TI gasta um tempo precioso correlacionando registros manualmente para identificar a causa raiz de uma falha. Além disso, o provisionamento de novos recursos depende de intervenção humana repetitiva. Isso não apenas retarda a inovação, mas também abre margem para erros de configuração, que hoje são uma das principais causas de interrupções.

Diante dessas limitações manuais, a gestão de data center precisa evoluir de uma postura de manutenção para uma postura de orquestração inteligente. E o primeiro passo para isso é deixar as máquinas cuidarem do trabalho repetitivo.

 

Automação: além dos scripts básicos

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Quando falamos de automação em data centers, não nos referimos apenas a scripts isolados para tarefas rotineiras. Estamos falando de automação baseada em intenção e orquestração de serviços de ponta a ponta.

Imagine um cenário onde a infraestrutura é capaz de se autoajustar. Se uma aplicação crítica demanda mais largura de banda ou processamento, a rede e os servidores, integrados por uma camada de software inteligente, realocam recursos de forma automática para garantir a performance, sem necessidade de um chamado de suporte.

 

Benefícios da automação

  • Redução do erro humano: padronização de configurações e políticas de segurança aplicadas automaticamente.
  • Agilidade no provisionamento: o que levava dias ou semanas passa a ser executado em minutos.
  • Foco estratégico: liberação da equipe de engenharia para focar em inovação, em vez de gastar tempo "apagando incêndios".

Porém, automatizar a execução é apenas o começo. Para que a automação seja eficaz, ela precisa ser guiada por dados precisos. É aqui que entra a inteligência analítica.

 

 

A inteligência dos dados: do reativo ao preditivo

Se a automação é o braço que executa, a análise de dados em infraestrutura é o cérebro que decide. Data centers modernos geram uma quantidade massiva de telemetria a cada segundo, incluindo temperaturas de racks, latência de rede, consumo de energia de PDUs e uso de CPU.

Sem análise avançada, esses dados são apenas ruídos. Com soluções de Analytics e Inteligência Artificial, eles se tornam o mapa para a eficiência.

Uma plataforma de gestão inteligente ingere esses dados em tempo real e utiliza algoritmos para identificar padrões irregulares que um operador humano jamais perceberia. Isso permite a manutenção preditiva: o sistema alerta que um componente está prestes a falhar ou que um link atingirá a saturação em 48 horas, permitindo uma ação preventiva antes que o impacto ocorra.

Essa capacidade de prever e otimizar recursos não melhora apenas a performance técnica, mas tem um impacto direto e profundo na sustentabilidade financeira e ambiental da operação.

 

Leia mais: Integração multivendor e multidomínio: por que a escolha estratégica de parceiros impulsiona a transformação de redes

 

Eficiência energética de TI e sustentabilidade

A sustentabilidade não é mais apenas uma pauta de responsabilidade social corporativa, é uma necessidade financeira. O consumo de energia representa uma das maiores fatias do custo operacional de um data center.

A gestão inteligente impacta diretamente a eficiência energética de TI. Ao cruzar dados de demanda de processamento com dados de refrigeração e energia, é possível otimizar o uso do ar-condicionado de precisão, desligar ou colocar em standby equipamentos ociosos.

Para empresas no Brasil, México e Colômbia, onde os custos de energia podem oscilar, ter um controle detalhado sobre o consumo energético não é luxo, é sobrevivência operacional. Mas como implementar tudo isso em um ambiente que já possui múltiplas tecnologias legadas?

 

O papel da NEC como integradora global

O mercado de tecnologia oferece inúmeras ferramentas de automação e monitoramento. Como integradora global, atuamos de forma multivendor e multidomínio. Entendemos que o seu ambiente é heterogêneo, composto por legados e novas tecnologias de múltiplos fornecedores.

Essa capacidade de adaptação é essencial em um momento onde a América Latina se consolida como um novo hub global de data centers. Sobre essa dinâmica de mercado e a flexibilidade necessária, Roberto Murakami, Head da BU de Redes da NEC na América Latina, destaca:

 

"Estamos muito otimistas, pois estamos desenvolvendo uma relação de confiança baseada na evolução contínua com o cliente. No Brasil, já estamos trabalhando na rede legada, renovando a infraestrutura existente. No México e na Colômbia, por outro lado, são projetos greenfield."

 

Essa fala reforça nossa abordagem: desenhamos arquiteturas que respeitam o momento da sua infraestrutura, seja modernizando o legado ou construindo novos ecossistemas do zero, sempre potencializando o que você já tem para criar um painel único de controle.

 

O data center do futuro é autônomo

A transformação para uma gestão de data center inteligente não acontece da noite para o dia, mas é uma jornada necessária. Ao unir automação e análise de dados, o seu negócio reduz custos, riscos e se alinha às melhores práticas globais de sustentabilidade.

Não deixe que a complexidade da infraestrutura impacte o crescimento da sua empresa. É hora de tornar o seu data center um ativo estratégico.

Quer saber por onde começar essa transformação? Fale com um especialista NEC e veja como aplicar automação e análise de dados na sua infraestrutura.

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