O acelerado crescimento da economia digital e a adoção de cargas de trabalho de Inteligência Artificial, Big Data e armazenamento em nuvem colocaram a sustentabilidade da infraestrutura de TI no centro da agenda executiva. Hoje, o consumo energético do data center representa um dos custos operacionais mais significativos e complexos de gerenciar para Diretores de TI e CIOs na América Latina.
À medida que as exigências do mercado demandam maior capacidade de processamento sem interrupções, os data centers empresariais enfrentam um duplo desafio: garantir alta disponibilidade de missão crítica enquanto otimizam o consumo de eletricidade para cumprir metas de rentabilidade corporativa e objetivos de descarbonização.
Como se destacou no podcast Start episódio #440 (oferecimento da NEC) sobre a convergência entre infraestrutura física e digital:
"A gente está entrando num território onde códigos binários têm poder cinético. Ou seja, um evento digital agora tem a capacidade de parar engrenagens físicas e interromper o fornecimento de energia. A segurança e a eficiência de TI deixaram de ser um acessório caro para se tornarem a argamassa invisível que impede o colapso das operações."
— Análise sobre infraestrutura crítica no podcast Start episódio #440 (oferecimento da NEC)
Neste artigo, você entenderá:
O gasto de energia em um data center não vem do processamento bruto dos servidores. Na verdade, uma parcela da eletricidade é destinada aos sistemas auxiliares indispensáveis para manter a continuidade das operações.
Para otimizar o consumo energético do data center, os CIOs precisam identificar as principais áreas de ineficiência e desperdício em suas instalações:
A dissipação de calor é responsável por até 40% do consumo total de eletricidade em instalações tradicionais. Quando os sistemas de ar condicionado não estão otimizados ou não utilizam o confinamento de corredor frio/quente, os compressores trabalham continuamente em capacidade máxima, elevando a conta de energia.
Em muitos data centers empresariais, uma quantidade considerável de servidores físicos permanece ligada consumindo energia sem executar cargas de trabalho ativas ou com taxas de uso inferiores a 10%. Essa ineficiência encarece a operação sem gerar valor para o negócio.
Sistemas de alimentação ininterrupta e infraestruturas de distribuição elétrica antigas apresentam perdas de conversão que se transformam em calor adicional. Isso exige ainda mais esforço dos sistemas de resfriamento, gerando um ciclo ineficiente.
Compreender esses fatores permite que as organizações definam um roadmap claro para evoluir rumo a data centers sustentáveis.
Superar os desafios de custos operacionais exige uma estratégia estruturada que modernize a arquitetura de hardware e otimize o rendimento energético geral.
O PUE (Power Usage Effectiveness) é a métrica padrão global para avaliar a eficiência energética de um data center. Um PUE próximo de 1.0 indica que quase toda a energia entregue vai para os equipamentos de TI. Reduzir esse indicador por meio de sensores IoT e monitoramento inteligente é o primeiro passo para eliminar o desperdício de eletricidade.
Substituir servidores legados por plataformas de alta densidade de processamento reduz o espaço físico necessário e a energia consumida. A consolidação via virtualização permite executar mais cargas de trabalho em menos dispositivos físicos, otimizando o consumo de energia do data center.
Com o surgimento de processadores de alto desempenho para Inteligência Artificial, o resfriamento líquido direto no chip e o uso de ar externo permitem dissipar o calor com uma fração do custo energético dos métodos tradicionais de ar condicionado.
A transição para arquiteturas modernas e ecológicas transforma a estrutura de custos e a pegada de carbono da empresa.
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Critério de avaliação |
Data center tradicional |
Data center sustentável |
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Indicador PUE médio |
Elevado (superior a 1.8 - 2.0) |
Otimizado (próximo de 1.2 - 1.3) |
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Sistemas de refrigeração |
Ar condicionado perimetral contínuo |
Resfriamento de precisão / Líquido com confinamento térmico |
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Gestão de cargas |
Servidores dedicados com baixa utilização |
Consolidação dinâmica, virtualização e orquestração inteligente |
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Distribuição elétrica |
Nobreaks/UPS antigos com altas perdas de conversão |
Módulos de potência de alta eficiência com menor geração de calor |
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Impacto operacional (OPEX) |
Custos de eletricidade elevados e imprevisíveis |
Redução significativa do consumo de eletricidade e maior ROI |
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As cargas de trabalho de IA e aprendizado profundo exigem GPUs de alta densidade que geram muito mais calor e consomem significativamente mais energia por rack do que os servidores tradicionais. Para suportar IA de maneira sustentável, é indispensável implementar resfriamento líquido e infraestruturas de energia de alta eficiência.
Reduzir o consumo significa desligar ou limitar equipamentos, o que pode comprometer a capacidade operacional. Melhorar a eficiência energética significa realizar o mesmo ou um volume maior de processamento utilizando a menor quantidade de eletricidade possível por meio de tecnologia otimizada.
Ao reduzir o PUE e eliminar ineficiências térmicas ou servidores subutilizados, as organizações podem obter economias entre 20% e 40% na fatura de eletricidade, permitindo amortizar o investimento em modernização em prazos de médio e curto alcance.
Evoluir a sua infraestrutura de TI para um modelo eficiente, escalável e preparado para as demandas futuras exige o apoio de um parceiro tecnológico com experiência global comprovada.
Como integradora líder em soluções de infraestrutura, Data Center e tecnologia da informação, a NEC acompanha as empresas da América Latina no planejamento, na implementação e na otimização de data centers sustentáveis.
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